Pesquisar este blog

sábado, 23 de abril de 2011

Idéias Escolares - Aquisição da Leitura



O ato de ler é um processo abrangente e complexo; é um processo de compreensão, de entender o mundo a partir de uma característica particular ao homem: sua capacidade de interação com o outro através das palavras, que por sua vez estão sempre submetidas a um contexto. É como afirma  Souza (1992 ):
"Leitura é, basicamente, o ato de perceber e atribuir significados através de uma conjunção de fatores pessoais com o momento e o lugar, com as circunstâncias. Ler é interpretar uma percepção sob as influências de um determinado contexto. Esse processo leva o indivíduo a uma compreensão particular da realidade"(p. 22).

Referência:
Vídeo disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=VYTG4qOWQAc&NR=1&feature=fvwp . Acesso em 21 de abril de 2011.

SOUZA, Renata Junqueira de. Narrativas Infantis: a literatura e a televisão de que as crianças gostam. Bauru: USC, 1992.


 

A MENINA QUE ODIAVA LIVROS



Nosso propósito com essse vídeo é fazer com que você leitor, compreenda que para que uma criança obtenha o interesse pela leitura, é necessário que ela entenda que a leitura não é uma obrigação e sim uma satisfação. O interesse pela leitura começa antes mesmo de seu ingresso em uma escola, pois a criança tem uma curiosidade natural por tudo que a cerca. A leitura deve ser vista como uma atividade prazerosa e não algo que lhe seja doloroso.

Referência:
Vídeo disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=geQl2cZxR7Q&feature=related. Acesso em 20 de abril de 2011.

O ensino de estratégias de compreensão leitora

Isabel Solé é espanhola, professora do Departamento de Psicologia Evolutiva e da Educação na Universidade de Barcelona, na Espanha, é orientadora de pesquisas sobre o ensino e a aprendizagem da leitura.
Antes de dar início ao conteúdo desse capítulo, vamos deixar explícito o que a leitura significa na concepção de Isabel Solé. Para ela, a leitura é um processo mediante o qual se compreende a linguagem escrita (...). Para ler necessitamos simultaneamente manejar com destreza as habilidades de decodificação e aportar ao texto nossos objetivos, idéias e experiências prévias (...)” (p.23). Segundo a autora, para uma pessoa se envolver em qualquer atividade de leitura, é necessário que ela sinta que é capaz de ler, de compreender o texto, tanto de forma autônoma, como apoiada em leitores mais experientes. Enfatiza-se a leitura de verdade, “aquela que realizamos os leitores experientes e que nos motiva, é a leitura que na qual nós mesmos mandamos: relendo, parando para saboreá-la ou para refletir”. (p.43) Aborda-se ainda o ensino e aprendizagem inicial da leitura, levando-se em conta que aprender a ler não é muito diferente de aprender outros procedimentos e conceitos.
Contudo, no capítulo “O ensino de estratégias de compreensão leitora”, tem-se a definição de que as estratégias de leitura são procedimentos de ordem elevada que envolve o cognitivo e o metacognitivo, no ensino elas não podem ser tratadas como técnicas precisas, receitas infalíveis ou habilidades específicas. O que caracteriza a mentalidade estratégica é sua capacidade de representar e analisar os problemas e a flexibilidade para encontrar soluções. “O ensino de estratégias de compreensão contribui para dotar os alunos dos recursos necessários para aprender a aprender”. (p.72)
 As estratégias fundamentais são: definição de objetivo da leitura, atualização de conhecimentos prévios, previsão, inferência e resumo. É um ensino que parte de uma perspectiva construtivista.
No entanto, achamos interessante interligar as considerações ressaltadas anteriormente a uma escola localizada em São José da Bela Vista - São Paulo, que para incentivar a leitura entre os alunos utilizou-se de um projeto ligado à literatura infantil, ou seja, através da construção de sua própria história infantil, os alunos eram motivados a lerem o que eles mesmos produziam. Até porque, antes de pôr em prática os procedimentos, assim conceituado por Isabel Solé, é preciso que o aluno descubra o prazer de ler, é preciso redescobrir o gosto pela leitura. Novos escritores podem surgir a partir desses bons leitores. Precisamos de novos leitores e escritores com uma nova visão, precisamos de escritores capazes, com uma visão crítica, com uma visão ampla do mundo que os cerca. Precisamos de pessoas que escrevam e leiam, mas por prazer, pelo simples prazer de ler e escrever.



Referência:
SOLÉ, Isabel. O ensino de estratégias de compreensão leitora. In: ______. Estratégias de Leitura. Porto Alegre: Artmed, 1998. p. 67-87.
Vídeo disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=nQ7luX8b9vg. Acesso em 15 de abril de 2011.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Conto infantil: "A princesa e o sapo"

        Era uma vez uma bondosa princesa muito bonita que vivia num reino muito distante.
        Um dia, sem querer, a princesa deixou cair uma bola dentro de um lago. Pensando que a bola estivesse perdida, começou a chorar.
Princesa, não chore. Vou devolver a bola para você.
— Disse um sapo.



— Pode fazer isso?
—  Perguntou a princesa.
— Claro, mas, só farei em troca de um beijo.


A princesa concordou. Então, o sapo apanhou a bola, levou-a até os pés da princesa e ficou esperando o beijo. Mas, a princesa pegou a bola e correu para o castelo.
O sapo gritou: — Princesa, deve cumprir a sua palavra!
O sapo passou a perseguir a princesa em todo lugar. Quando ia comer, lá estava o sapo pedindo a sua comida.


O rei, vendo sua filha emagrecer, ordenou que pegassem o sapo e o levassem de volta ao lago.
Antes que o pegassem, o sapo disse ao rei: — Ó, Rei, só estou cobrando uma promessa.
— Do que está falando, sapo? Disse o rei, bravo.
— A princesa prometeu dar-me um beijo depois que eu recuperasse uma bola perdida no lago.
O rei, então, mandou chamar a filha.  O rei falou à filha que uma promessa real deveria ser cumprida. Arrependida, a princesa começou a chorar e disse que ia cumprir a palavra dada ao sapo.


A princesa fechou os olhos e deu um beijo no sapo, que logo pulou ao chão.

 

          Diante dos olhos de todos, o sapo se transformou em um belo rapaz com roupas de príncipe. Ele contou que uma bruxa o havia transformado em sapo e somente o beijo de uma donzela acabaria com o feitiço. Assim, ele se apaixonou pela princesa e a pediu em casamento. A princesa aceitou.
          Fizeram uma grande festa de casamento, que durou uma semana inteira.
          A princesa e o príncipe juntaram dois reinos e foram felizes para sempre.



Referência:
História disponível em: http://www.historiasinfantis.eu/a-princesa-e-o-sapo/. Acesso em 20 de abril de 2011.


Síntese dos textos: A leitura literária na escola; e Leitura e formação do gosto (por uma pedagogia do desafio do desejo)

Teresa Colomer é formada em filologia hispânica e filologia catalã e doutora em ciências da educação. Publicou mais de 150 livros e artigos sobre literatura infantil e juvenil e sobre o ensino da literatura e da leitura.
Maria do Rosário Mortatti Magnani mestra em Educação pela Unicamp e Professora no Cefam-Campinas/SP.
A autora Tereza Colomer, no texto "A leitura literária na escola" propõe quatro princípios que ajudam a recuperar o sentido da leitura na sala de aula. São eles: ler; leitura livre, compartilhar; leitura socializada e expandir; que é a leitura integrada na programação do ensino literário. A autora ressalta a importância de se organizar um tempo para a leitura autônoma e silenciosa na sala de aula, com uma variedade de livros que despertem o interesse do leitor, estabelecendo uma ponte entre o leitor e seu contexto histórico cultural.

Neste contexto, o que realmente importa é o que o leitor aprende com os livros, seja o domínio da linguagem, ou o imaginário, que contribui para o seu desenvolvimento intelectual e social. Desse modo, a leitura pode ser potencializada se planejarmos leituras diversas para que o leitor adquira a capacidade de ler fluentemente e se conduza com facilidade na sociedade, adquirindo conhecimentos que lhe sirvam de base para compreender futuras leituras.
No livro, "leitura e formação do gosto" a autora Magnani faz um alerta, procura chamar para a escola e para o professor a responsabilidade de uma conscientização de trabalho educacional não apenas com a leitura e a literatura, mas um trabalho de posicionamento diante do mundo que também será um marco histórico e social e que poderá, conforme for pensado e encarado, continuar a reprodução jesuítica ou ser transformador e criador de novos agentes e sujeitos pensantes.
Esses, são aspectos que todo educador deveria refletir para pensar um pouco mais em sua prática dentro e fora de sala de aula e rever seus conceitos, bem como, sua atuação.  
Referência:
Nos caminhos da literatura / [realização] Instituto C&A; [apoio] Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - COLOMER, Teresa. Andar entre livros: a leitura literária na escola. São Paulo: Peirópolis, 2008, p. 15-25.
MAGNANI, Maria do Rosário Mortatti. Leitura e formação do gosto (por uma pedagogia do desafio do desejo).

Personagens do Sítio do Pica Pau Amarelo

Os principais personagens da Turma do Sítio do Picapau Amarelo, grande clássico da literatura brasileira escrito por Monteiro Lobato, São: Dona Benta, Pedrinho e Narizinho, Emília, Tia Nastácia, Visconde de Sabugosa, Tio Barnabé, Cuca, Saci, Lobisomem, Mula sem Cabeça, Boitatá, Anjinho, Besouro, Doutor Caramujo, Rabicó, Quindim, Curupira, Conselheiro e o Príncipe Escamado. Além desses personagens principais, muitos outros personagens de histórias conhecidas, como: Peter Pan, Dom quixote, Minotauros e outros personagens da mitologia grega se misturam com lendas e mitos brasileiros, proporcionando aventuras magníficas que enriquecem culturalmente a todos.


Todos esses personagens fazem parte do 'mundo do faz de conta' da coleção de livros do Sítio do Picapau Amarelo, obra literária de Monteiro Lobato, o pioneiro da literatura infanto-juvenil no Brasil.

Imagens dos principais personagens do Sítio do Picapau Amarelo

Dona Benta


Dona Benta Encerrabodes de Oliveira, nome da vó de Pedrinho e Narizinho, dona do Sítio do Picapau Amarelo. Dona Benta é uma expert em geografia, adora contar história para seus netos, que com muita atenção e imaginação ouvem maravilhados.

Narizinho



Narizinho é o apelido carinhoso de Lúcia, neta de Dona Benta. O motivo do apelido foi seu nariz arrebitado. Narizinho ao contrário de Pedrinho, seu primo, morava com Dona Benta no sítio. Já Pedrinho só aparecia no sítio nas férias, dia que Emília contava nos dedos para que chegasse logo, pois a presença de Pedrinho é sinônimo de muitas aventuras.

Pedrinho



Pedrinho é o Neto querido de Dona Benta e o primo querido de Narizinho. Menino educado na cidade tem um grande coração. Destemido, Pedrinho adora passar as férias no sítio, onde vive grandes aventuras na terra do faz de conta, embaladas pelas histórias contadas por Dona Benta, que são sempre regadas com os quitutes de Tia Nastácia.

Tia Nastácia



Trabalha no sítio da Dona Benta e ajuda a criar Pedrinho e Narizinho, foi também a criadora da irreverente e tagarela boneca Emília. Tia Nastácia é uma espécie de faz de tudo, quituteira de mão cheia, seus bolinhos e rosquinhas de polvilhos são delícias saboreadas pela família e amigos. Além de cuidar dos afazeres domésticos, também é uma excelente contadora de 'causos'.

Emília



Emília a boneca de pano, traquina e irreverente, criada por Tia Anastácia, tem os olhos de retróis preto e sombrancelhas levantadas. Foi Doutor Caramujo que inventou a pílula da fala fazendo com que a boneca virasse uma matraca. Metida a filósofa, Emília acredita que "A verdade é uma espécie de mentira bem pregada das que ninguém desconfia".

Tio Barnabé



Tio Barnabé é um caboclo da roça que mora em uma das propriedades do sítio e ajuda Dona Benta cuidando das mais variadas tarefas. Tio Barnabé tem uma grande afeição por Pedrinho, adora um cachimbo e é um sábio no que diz respeito aos segredos da floresta, do folclore e as superstições, tanto que foi ele quem ensinou Pedrinho a prender o Saci na garrafa.

Visconde de Sabugosa



Um boneco feito de sabugo de milho, com cartola na cabeça e um sinal de coroa na testa. O verdadeiro sábio do sítio que de tanto estudar, um dia, quase morreu empanturrado de álgebra. Seu passatempo é ensinar geografia e geologia para a turminha do sítio. Foi o Visconde que ajudou a descobrir petróleo nas terras do sítio.

Cuca



Cuca, uma bruxa velha com cara de jacaré e garras nos dedos. Cuca mora em uma caverna e adora fazer magias e encantos. Essa bruxa nunca dorme, ou melhor, dorme uma noite a cada sete anos e quando fica brava, urra de raiva e seus gritos são ouvidos a distância.

Saci



Saci é um negro de uma perna só, muito peralta que apronta todas as travessuras possíveis no sítio, desde assustar animais no pasto, até assombrar Tia Nastácia. Um dia Pedrinho, orientado por um caboclo, aprendeu que com uma peneira e uma garrafa consegueria prender o Saci, e assim o fez. Com o passar do tempo Pedrinho ficou amigo do Saci, que lhe ensina muitos segredos da floresta, e o solta. Grandes aventuras são vividas no sítio por conta dessa amizade.

Lobisomem



Lobisomem é um homem que se tranforma em lobo, normalmente em dia de lua cheia. Segundo a lenda, a mulher que tem sete filhos machos, o sétimo vira lobisomem. Esse ser gosta de comer titica de galinha, cachorros e crianças. Diz a lenda que, se alguém corta-lhe uma perna, ele vira homem, porém, perneta.

Mula Sem Cabeça



A Mula sem Cabeça é um duende sinistro, figura lendária que assusta os arredores do sítio e quando aparece solta fogo pela boca.

Boitatá



O Boitatá é outra figura do folclore brasileiro, um ser medonho, que povoa o Sítio de Dona Benta, segundo a imaginação das crianças. Na língua dos Índios, boitatá significa cobra grande de grandes olhos de fogo, ela só enxerga a noite quando sai da toca para passear na mata e se alimentar de carniça de animais mortos.

Curupira


Anjinho




O anjinho, após quebrar sua asa, aparece no Sítio e desde de então ficou sob os cuidados dos moradores e acabou ficando por lá. Esse anjinho foi motivo de muita confusão, pois todos querem ver de perto o fenomenal anjo que passou habitar o Sítio do Picapau Amarelo.

Besouro



O Besouro, um personagem inventado pela criançada é um ser cascudo e inteligente, especialista em cavar buraco, um doutor no que se refere a terra.

Doutor Caramujo



Doutor Caramujo é um Caracol sábio, entende tudo sobre doenças e sua cura. Criador das famosas pílulas milagrosas, é sempre requisitado para solucionar e curar doentes na terra do faz de conta. Foi esse gênio da ciência que com suas pílulas milagrosas deu fala à Boneca Emília. Doutor Caramujo é requisitado para curar bichos, gente pobre e até mesmo seres do Reino Encantado, como foi o caso do Príncipe Escamado.

Rabicó



O Porquinho Rabicó, criado no sítio desde de pequeno, foi salvo pelo amor de narizinho que impediu que o comilão porquinho fosse para o forno. Mais tarde esse porquinho vira Marquês e passa a participar das aventuras da turma.

Príncipe Escamado



O Príncipe Escamado, personagem do mundo mítico do Reino das Águas Claras. Aparece nas histórias, normalmente em carruagem puxada por Cavalos Marinhos e acompanhado de um exército de peixes espadas. Foi noivo de Narizinho e por isso toda a turma do sítio pode conhecer o fundo do mar.

Quindim




Quindim é um rinoceronte craque na gramática. Ele pertencia a um Circo de cavalinhos do Rio de Janeiro e sem muita explicação apareceu no sítio de Dona Benta, onde Emília o descobriu na mata. Depois de muito tempo assustando as pessoas e sob a proteção da boneca traquina, Quindim logo se amansou e se enturmou com a turma do sítio.

Conselheiro (Burro Falante)



O Conselheiro é um burro falante, educado e culto, trazido do 'país das fábulas' pelas crianças do Sítio. Seu nome foi dado por Emília e ele é muito querido por todos do Sítio.

Os livros infantis de Lobato foram transformados em séries de televisão chamada "Sítio do Picapau Amarelo", onde a GLOBO mistura histórias originais de Monteiro lobato com textos inspirados em temas atuais. Veja alguns momentos desse clássico brasileiro de M. Lobato, vividos na TV.

Cenas do Sítio na TV











Referência:

terça-feira, 19 de abril de 2011

Monteiro Lobato, o pioneiro da literatura infantil brasileira

Por tudo que Monteiro Lobato significa - "fundador de nosso imaginário" nas palavras de Marisa Lajolo, "primeiro reformador da prosa brasileira", para Oswald de Andrade, "dos valores mais indiscutidos da nossa literatura moderna", para Antonio Candido - é dever da escola incluir no currículo a leitura de suas obras. O encantamento que suas histórias provocam é inesgotável. Não há idade para começar a ler Lobato, e não parar mais.
Boa leitura! 

Sugestões de leitura

Fonte: Revista nova escola, abril /2011

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sítio do Picapau Amarelo - 1982, Reinações de Narizinho (meu "trailler e...



 Reinações de Narizinho - Monteiro Lobato

Em 1921, Monteiro Lobato, através de sua editora, introduziu no mercado de livros didáticos brasileiros um produto totalmente diferente: o Narizinho Arrebitado, “segundo livro de leitura para uso das escolas primárias.”
O imediato sucesso da obra levou o autor a prolongar as aventuras de seus personagens em muitos outros livros, agora não mais didáticos, girando todos ao redor do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Posteriormente vários destes livros foram reunidos em um volume: As Reinações de Narizinho.
Assim, a forma atual desta primeira obra infantil de Lobato é fruto da colagem de fragmentos que, inicialmente, apresentavam autonomia narrativa. “As partes que compõem o livro e que coincidem com as mini-histórias originais são: “Narizinho Arrebitado”, “O Sítio do Pica-Pau Amarelo”, “Aventuras do Príncipe”, “ O Gato Félix”, “Cara de Coruja”, “ O Irmão de Pinóquio”, “O Circo de Escavalinhos”, “Pena de Papagaio” e “O Pó de Pirlimpimpim”.

domingo, 10 de abril de 2011

Leitura

  • Por que ler
Mesmo antes de aprender a ler, as crianças devem ser colocadas em contato com a literatura. Ao ver um adulto lendo, ao ouvir uma história contada por ele, ao observar as rimas (num poema ou numa música), os pequenos começam a se interessar pelo mundo das palavras. É o primeiro passo para se tornarem leitores literários - percurso que vai se estender até o fim do Ensino Fundamental.
  • Quem lê
Como a maioria das crianças de creche e pré-escola não é alfabetizada, a leitura deve ser feita pelo professor. Mas é essencial deixar que todos manipulem os exemplares. Incentive-os a folhear as páginas, observar as imagens e os textos e levar as obras para casa.
  • Como ler
Existem dois modelos básicos: o contato pessoal da criança com o livro, como foi expliocado acima, e a roda de leitura, em que o professor lê para toda a turma. Nesse caso, é preciso sempre planejar a atividade, da escolha do texto às formas de interação. "A apresentação, a seleção e a preparação prévias, os motivos explicitados, a consideração do leitor, o incentivo aos comentários posteriores e o clima criado devem ser intencionais aos comentários posteriores e o clima criado devem ser intencionais, e não obras do acaso".
  • Quando ler
Já é amplamente sabido que a leitura deve ser uma atividade diária na Educação Infantil. Mas nunca é demais lembrar que as crianças pequenas não têm paciência para ficar muito tempo fazendo a mesma coisa. Portanto, reserve dez ou quinze minutos por dia no início dessa "caminhada". Sobrecarregar os pequenos pode transformar a hora da leitura num momento chato. E aos poucos, vá aumentando esse tempo. Á medida que criam o hábito da leitura, os pequenos começam a prestar atenção em histórias mais longas.

Fonte: Revista Nova Escola; Agosto 2010.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Dicas de Leituras

Em 'Como um romance' Pennac questiona, através da recriação ficcional do ambiente de uma sala de aula, a razão de os jovens não gostarem de ler. Baseado em suas próprias experiências como professor, ele ensina e aí reside todo o charme do livro - como recuperar nos alunos o gosto pela leitura, um ato esquecido neste fim de século dominado pela comunicação em massa. Acima de tudo, Pennac quer mostrar que o ato de ler é um ato de prazer e não de obrigação.


Henriqueta Lisboa nasceu em 1901, e foi pioneira na criação de poemas para as crianças. Sua poesia capta o universo infantil com leveza e transforma- o em uma atmosfera sonora, marcada por um ritmado jogo de palavras. Aproximar a criança da poesia é colocá-la em contato com os seus sentimentos, sensações e emoções. Significa criar um diálogo sensível, prazeroso com ela mesma e com a realidade a sua volta.


Adriana Calcanhotto interpreta a canção 'O poeta aprendiz', de Vinicius de Moraes e Toquinho, e ilustra o poema, num livro-disco divertido. O livro-disco foi concebido por Calcanhotto como um presente para Nina, afilhada da cantora e bisneta de Vinicius. Os versos falam de um menino que sonha em ser poeta e descrevem o universo infantil de forma-bem humorada. A linguagem rica e divertida é ressaltada pelo glossário desta edição, que além de explicar algumas palavras chama a atenção para curiosidades do poema.

domingo, 3 de abril de 2011

Turma da Mônica em: Boas Maneiras

A Menina dos Fósforos

Texto Tchau

O texto, conta a história de uma mulher, (a mãe) que decide separar-se do marido e dos filhos para ir embora do país com o homem por quem havia se apaixonado.
 A filha mais velha, Rebeca, tenta fazê-la desistir. 
Nesse conto, a criança é a protagonista da história. É através da visão de Rebeca, a filha, que o leitor toma conhecimento do sofrimento do casal cuja relação foi se desgastando com o tempo. Ela é testemunha da fraqueza da mãe diante dessa nova forma de amor que a domina por completo e da fraqueza do pai que busca o esquecimento do problema na bebida.
Não há no conto, uma prepotência do adulto sobre a criança. Ao contrário, eles parecem buscar na filha o apoio de que precisam. Embora um tanto triste, a história traz certo humor no final do conto quando a mãe está indo embora e Rebeca puxa a mala impedindo-a de sair:
Rebeca aproveitou para se agarrar na mala de um jeito que pra mãe levantar a mala ia ter que levantar a Rebeca também. E outra vez a buzina tocou. A mãe abriu o olho (parecia que a tonteira tinha passado), disse:
- Tchau. - E saiu correndo.
O Pai volta a tarde e encontra um bilhete no travesseiro:
Querido pai
Não deu para eu cumprir a promessa, a mãe foi mesmo embora.
Mas a mala dela ficou. E eu acho que assim, sem mala, sem roupa pra trocar, sem escova de dente nem nada, não vai dar para a mãe ficar muito tempo sem voltar. Não sei. Vamos ver.
Eu arrastei a mala e escondi ela debaixo da sua cama, viu?
Um beijo da 

Rebeca


sexta-feira, 1 de abril de 2011

LITERATURA INFANTIL NA ESCOLA PARA QUÊ?

Ouvir e ler histórias é entrar em um mundo encantador, cheio ou não de mistérios e surpresas, mas sempre muito interessante, curioso, que diverte e ensina. Por isso, que a literatura infantil se faz tão presente no contexto escolar, pois é na relação lúdica e prazerosa da criança com a obra literária que temos uma das possibilidades de formarmos o leitor. É na exploração da fantasia e da imaginação que se instiga a criatividade e se fortalece a interação entre texto e leitor. Quem de nós não se lembra com saudades das histórias lidas e ouvidas quando crianças? Daquela historinha contada por nossos pais ao pé da cama antes de dormir? Ou daquela contada e interpretada pela professora nas primeiras séries do ensino fundamental?

Na interação da criança com a obra literária está a riqueza dos aspectos formativos nela apresentados de maneira fantástica, lúdica e simbólica. A intensificação dessa interação, através de procedimentos pedagógicos adequados, leva a criança a uma maior compreensão do texto e a uma compreensão mais abrangente do contexto. Uma obra literária é aquela que mostra a realidade de forma nova e criativa, deixando espaços para que o leitor descubra o que está nas entrelinhas do texto.

Desse modo, percebe-se que a literatura infantil tem grande função dentro do processo de ensino-aprendizagem, porém, não pode ser utilizada apenas como um "pretexto" para o ensino da leitura e para o incentivo à formação do hábito de ler. Para que a obra literária seja utilizada como um objeto mediador de conhecimento, ela necessita estabelecer relações entre teoria e prática, possibilitando ao professor atingir determinadas finalidades educativas.

PARA QUE SERVE A LITERATURA INFANTIL?

Antes de tudo, é de suma importância salientar que a apreciação artística – não é uma perda de tempo em nossa sociedade de hoje, em que a vida se faz de enigmas e de rápidas transformações. A arte nos permite melhor o existente, ao percebermos outras possibilidades de existir.
A arte, e mais especialmente a arte literária, em historinhas que chegam às crianças, por exemplo, pode, ao transformar-se em experiência artística, ser mais importante do que parece. Não é fácil responder para que servem às crianças ficarem lendo livros de historinhas, em que parece que nada se ensina ou nada se aprende. Mas perguntas é que interessam. Trabalhar leitura com perguntas, com o imaginário, isto é, trabalhar as diferentes leituras possíveis, sem anular as diferenças, as dúvidas e as emoções, decerto não é fácil para um professor que se formou em outros procedimentos metodológicos. Ora, aprender a lidar com novos textos escritos, sejam eles informativos ou poéticos, é exatamente aprender a fazer perguntas pertinentes – ou impertinentes – a eles.
A literatura é uma das variações da língua, uma das que compõem um conjunto heterogêneo e histórico chamado língua, que fica no singular nas gramáticas normativas. Se levarmos a sério o fato de que os textos são processos de comunicação que só se completam na interlocução, a leitura literária torna- se fundamental para que esse uso literário da língua realmente se concretize na sociedade. Evidentemente, as possibilidades da leitura literária exigem que o trabalho escolar seja repensado, assim como o processo de avaliação. Tudo isso só tem sentido num modelo menos imediatista e menos repetidor de conhecimento. Um modelo capaz de produzir também conhecimento estético, integrando-o à vida dos cidadãos.

Referência
PAULINO, Graça¹.  PARA QUE serve a LITERATURA INFANTIL?²

 
¹Professora da FAE UFMG.
²Texto com apresentação e publicação eletrônica no 19º Encontro Nacional da ANPED (1996).